Morreu Mauríco Azêdo, da ABI/RJ

Maurício Azêdo

Roberto Perez – ASI/RJ

Chegou ao fim a longa trajetória pessoal de Oscar Maurício de Lima Azêdo, aos 79 anos, decorrente de uma parada cardíaca, no Hospital Samaritano, onde estava internado desde o dia 9. Azêdo apresentava histórico de problemas cardíacos e desde o ano passado já não tinha presença constante na Associação Brasileira de Imprensa, onde sua mulher Marilka Lannes tomava a frente das decisões.

Sindicalista, advogado, vereador por três mandatos, prefeito interino, conselheiro do tribunal de contas do município do Rio de Janeiro e desde 2004 presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Maurício Azêdo foi supostamente preso no passado por suas ligações com o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Nos últimos anos decepcionou os associados da ABI, colocando sua ambição pessoal de projeto de poder, demonstrado pelo seu esforço doentio em apagar a memória de antigos dirigentes e as sucessivas tentativas de impedir que outros dirigentes da ABI se manifestassem oficialmente pela entidade, protagonizando recentemente um dos capítulos mais lamentáveis do processo eletivo da casa dos jornalistas, após impedir a livre circulação das ideias e a participação de chapa opositora, liderada por Domingos Meirelles.

Presidente por quatro mandatos consecutivos na ABI/RJ, desde 2002, Maurício Azêdo levou para ser sua assistente pessoal a companheira Marilka Lannes, com quem trabalhou quando conselheiro do Tribunal de Contas do Município e com ela alterou o estatuto para se reeleger ad eternum, violando o regulamento eleitoral e patrocinando uma série de casuísmos antidemocráticos para bloquear a participação da oposição, que se viu obrigada a recorrer à justiça para colocar a eleição desse ano sub judice.

Com a morte de Maurício Azêdo assume Tarcísio Holanda, seu vice na chapa eleita com apenas 4,8% dos 3 mil associados, em maio recente. Essa mudança pode proporcionar significativas mudanças no relacionamento com a comunidade jornalística e os demais diretores, já que a falta de transparência nas finanças da instituição comprometeu sua estrutura. Não se sabe sequer o teor ou valores do contrato firmado com a Petrobrás, mas segundo os mais próximos da presidência, seria um valor jamais imaginado para o caixa da ABI, mas Marilka Lanes, mulher de Azêdo, sempre negou a existência do contrato. Marilka não tem nenhuma função oficialmente reconhecida na ABI, mas vinha tomando decisões na presidência, onde trabalha em tempo integral, apesar de ser funcionária lotada no gabinete do Conselheiro Flores de Moraes, no Tribunal de Contas.

O corpo de Azêdo será velado a partir das 9h deste sábado, no Memorial do Carmo, e o enterro será às 16h, no mesmo local.

Fonte: ASI/RJ – Roberto Perez



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