A espionagem americana e o despreparo de Dilma tipo engana que eu gosto

Dilma Rousseff e Barack Obama no G-20 em St. Petersburgo

Reclamar e pedir explicações (tipo me engana que eu gosto) ou mesmo exigir compensações é até razoável, mas ficar demonstrando espanto e indignação, só demonstra o nosso despreparo.

Gelio Fregapani

Já era mais que sabido. Todo mundo espiona todo mundo, usando a tecnologia disponível. Muitas das ocorrências do caso Snowden já havíamos publicado no livro “Segredos da Espionagem” (2ª edição) há mais de ano os americanos tal como os demais, usam e usarão seus serviços secretos para auxiliar sua economia e até suas firmas, além da finalidade básica de defesa e segurança. Só o nosso País não faz nada, o que é uma pena e se mostra indignado, o que é hipocrisia com uma dosagem de ingenuidade surpreendente para uma nação do nosso porte e da nossa História.

Entretanto é um episódio a ser aproveitado. A regra número um do espião é não ser pego em ação, e os gringos foram apanhados. Estão em situação desvantajosa e terão que se desculpar e fazerem concessões para não criarem mais hostilidade. Se agirem com arrogância apenas complicará sua já desgastada antiga amizade

Lamentavelmente os nossos últimos governos acham que a Inteligência é coisa da ditadura, ou melhor, espionagem e “porão” são conectados. Talvez tenham medo é que seus podres venham à luz. Se não gostam dos EUA poderiam se, inspirar em Israel quanto a segurança, na Bélgica e até mesmo da França no tema inteligência econômica, mas não menosprezar a principal arma de qualquer grande potência – a Inteligência.

A espionagem sempre existirá. A regra número dois da espionagem é não mostrar conhecimentos, desconhecimentos e intenções. Isto é um pecado mortal para quem trabalha nas sombras. Reclamar e pedir explicações (tipo me engana que eu gosto) ou mesmo exigir compensações é até razoável, mas ficar demonstrando espanto e indignação, só demonstra o nosso despreparo. Nas vésperas do leilão do pré sal, é bom pensar se o nosso petróleo não teria sido o alvo prioritário da espionagem.

Se um país for incapaz de prever e antecipar ameaças, estará em desvantagem no jogo internacional e a espionagem é uma peça básica para essas previsões. Está na hora de espionarmos também internamente. Centenas de ONGs atuam contra a unidade nacional, e o Governo ainda as financia na mais absoluta ignorância sobre o assunto. O descaso com a Inteligência e com a Contra-Inteligência é consequencia do descaso com a segurança e defesa nacional, tal como permitir a obsolescência das nossas forças de reação. Resultados: o crescimento no narcotráfico e do crime organizado, a biopirataria solta na Amazônia, a tendência à divisão do País em etnias hostis. A possibilidade de uma dessas etnias afastar-se da comunhão nacional, a decadência da indústria nacional, a invasão econômica e cultural, os alinhamentos inconvenientes na política internacional e outros tantos males.

A situação pode ser revertida? Claro que sim. Na ABIN ainda existem alguns profissionais bem preparados, mas o governo insiste em achar que espionagem é coisa partidária. Inteligência se faz de outro jeito. O terror das esquerdas pelos “porões” da ditadura são frutos mais da propaganda do que da realidade e porões nem existem mais.

Brasil, desperta! Use os instrumentos que dispõe.

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Fonte: www.defesanet.com.br




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